Como tomar decisões

Comportamento

Tudo bem! Nesse post vou falar sobre um tema que tenho muita curiosidade e, por isso, venho aprimorando no decorrer dos anos, tanto através de leituras, como por experiência própria. Vou falar sobre como tomar decisões.

Por motivos didáticos, eu sugiro e simplifico o tema tomada de decisão em 3 pontos:

Mapa mental sobre como tomar decisões
  1. Ações + Reflexões: Esse é o ponto que considero principal, significa o aprendizado pragmático. O aprimoramento através dos acertos e erros do dia-a-dia.
  2. Conhecer: na tomada de decisões é necessário conhecer bem o contexto no qual estamos inseridos, a si próprio, conhecer a natureza das coisas, de forma aprofundada e também buscar inspiração em pessoas que questionam o status quo, pessoas que pensam “fora do quadrado”.
  3. Modelos: O círculo de ouro, regra 80 x 20 e ciência das redes. São recursos que podem auxiliar a uma pessoa que já possui uma vivência (item 1) e está constantemente atualizada (item 2).

Antes de falar sobre a resolução de problemas em si, quero chamar a atenção para 2 pontos imprescindíveis:

  1. A necessidade de ter um propósito na vida. Quais são meus talentos? Estou desenvolvendo bem meus talentos? Onde eu quero chegar? Quais meus objetivos? Por que eu acordo cedo todos os dias e faço o que eu faço? As minhas ações diárias estão me levando em direção ao meu objetivo? Elas são coerentes com o meu propósito de vida? Sem um propósito, acabaremos levando uma vida medíocre, escondidos atrás de máscaras, vivendo de aparência, status, uma vida cinza, sem brilho, submissa, sem graça. O propósito é o que faz nossas ações diárias terem sentido. O propósito é o que nos dá força diante das adversidades.
  2. A consciência de que é preciso responsabilizar a si próprio pelos acertos e erros. Se olhar no espelho, falar e agir sobre a seguinte frase: O único responsável pelo meu sucesso e pelo meu fracasso sou EU. Por favor, isso não é autoajuda, nem soberba, nem egoísmo. Sem essa consciência e ação diária de assumir a responsabilidade diante da própria vida é como passar a vida “pisando em ovos”. Em minha opinião, não é possível tomar decisões importantes de forma assertiva sem essa base bem definida.

No texto: vamos honrar Galileu eu falo um pouco sobre o método científico, e que, depois de Galileu, não bastava uma ideia fazer sentido para ser considerada verdade, agora era necessário um experimento que comprovasse a hipótese. Cada ideia, portanto, precisa ser validada. Nada de superficialidade, é preciso se aprofundar, suar bastante.

Uma dica que gosto bastante é: Nunca se contente com o primeiro porquê. É preciso fazer quantas perguntas forem necessárias para descobrir a raiz do problema. Ao mesmo tempo, cuidado para não ficar ruminando ideias excessivamente, assim que possível parta para execução.

Ken Watanabe em seu livro: Curso básico para resolver problemas, divide o processo de resolução de problemas em 4 etapas:

  1. Entender a situação atual
  2. Identificar a causa básica do problema;
  3. Desenvolver um plano de ação eficaz;
  4. Executá-lo até que o problema seja resolvido, fazendo as modificações necessárias

O método acima envolve pensamento e ação. Fazer apenas uma das duas coisas não leva a nada.

Agora gostaria de te apresentar Maria:

Maria é uma mulher decidida que sabe onde quer chegar. Ela gosta de tocar piano nas horas vagas e sonha em ensinar música para crianças carentes. Durante o dia, ela trabalha em uma empresa de cosméticos. Certo dia, quando ela tentou imprimir o relatório de vendas do mês, não conseguiu devido a um problema na impressora. Ela, muito proativa, chamou logo a equipe de manutenção para dar um laudo técnico. A equipe técnica falou que era preciso substituir o toner por um novo e procurasse o setor de almoxarifado. Ao chegar ao almoxarifado, o responsável falou que não havia toners disponíveis e, que procurasse o setor de compras para providenciar. Ao chegar ao setor de compras, o responsável disse que o orçamento do trimestre já tinha estourado e, que era preciso aguardar. Ela então voltou para a sua sala e percebeu que o trabalho do dia poderia ser impresso em outra sala, mas, perderia a produtividade se todo dia ficasse nessa dependência. Nesse meio tempo ela encontrou com a diretora da empresa, que quando a viu, falou para ela: “Maria eu precisei pegar o seu toner emprestado hoje pela manhã, no lugar coloquei o da minha impressora que estava com defeito. Só pude te avisar agora, pois estava muito ocupada.” Maria voltou para a sala mais aliviada, pois ela pegou o toner de volta e conseguiu fazer sua impressão. Mas, ela percebeu, durante sua visita aos setores, que a empresa estava passando por um momento de crise. Pensando sobre a crise, ela elaborou algumas ideias e, em um momento oportuno, sugeriu para a diretora que a empresa utilizasse uma única impressora em rede, para imprimir somente o necessário e, sugeriu também que passassem a utilizar o e-mail como meio de comunicação e compartilhamento de documentos. Essa iniciativa, junto com outras, foram muito significativas para a empresa atravessar a crise e prosperar.

Nesse exemplo, podemos perceber que Maria, ao resolver o problema pontual dela, acabou descobrindo algo mais sério, e, mesmo diante desse problema mais crítico, ela planejou e sugeriu modificações. Ela caminhou de forma proativa entre os 4 pontos citados anteriormente, alternando entre reflexão e execução. Ela não se contentou com a primeira resposta, foi a fundo e procurou validar suas dúvidas. Acho que ficou bem claro esse ponto. Eu não preciso nem dizer que Maria é uma mulher que tem sonhos bem definidos e que chama a responsabilidade para si.

Um abraço e até o próximo texto da série: como tomar decisões.